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Carlos Guimarães
/ Luís Soares Carneiro
Obras e Projectos, 1988-2003
Porto, Edições ASA, Colecção Obras e Projectos,
2004 (com textos de introdução de Raquel Henriques da
Silva e Victor Perez Escolano). |
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Excerto do texto da Prof. Raquel Henriques da Silva, da Universidade
Nova de Lisboa, ex-Presidente do IPM (Instituto Português de
Museus)
— “Especialistas em alguns temas maiores (…)
das cidades e suas arquitecturas, têm, como uma das marcas autorais,
o gosto de lidar com os tempos e as heranças, monumentalizando-os
como corpos abstractos protegidos, assumidamente novos e, no entanto,
alimentados de reflexão memorialista: sobre a história,
sobre a paisagem, sobre as formas orgânicas vernaculares. Dito
de outro modo, são, na minha opinião, arquitectos neo-modernos
que da modernidade assumem a utopia ordenadora e despojada e, da sua
morte, a convicção de que os sistemas, estilísticos
ou estéticos, são matriz estruturadora mas não
a seiva da arquitectura. Esta, inventam-na caso a caso, sobre o gosto
de entrosar a luz nas formas e fazer delas lugares de vida, o que
é um exercício mental mas também modo de romper
as certezas projectuais com as incertezas dos seus valores de uso”
(p.19/20). Excerto do texto
de Victor Perez Escolano, Arquitecto, Prof. Catedrático na
Universidade de Sevilha, Espanha:
— “A arquitectura portuguesa actual (…) tem
no diálogo com a paisagem e no entretecer dos valores locais
e atributos modernos, algumas das coordenadas mais eloquentes e admiráveis
(…). Uma realidade, tão plural como brilhante, que desembocou
nas novas gerações de arquitectos portugueses que (…)
garantem a identificação de uma realidade cultural que
não deve ficar reduzida a uma figura ou a um grupo delas. Carlos
Guimarães e Luis Soares Carneiro constituem uma parceria profissional
que corrobora esta visão, e fazem-no não já a
partir da luzidia novidade de projectos juvenis, mas da maturidade
de uma trajectória consolidada” (p.29/30). |
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