| |
|
|
| |

|
Luís
Soares Carneiro
Teatros Portugueses de Raíz Italiana, Dois
Séculos de Arquitectura de Teatros em Portugal - Faculdade
de Arquitectura da Universidade do Porto, Porto, Policopiado, FAUP,
2003, 2 Vols., 1243pp., (incluí bibliografia e fontes).
Exemplares existentes: Biblioteca da Faculdade de Arquitectura da
UP (Prt.); Biblioteca Nacional (Lx.); Biblioteca Pública Municipal
do Porto (Prt.), Biblioteca do Museu do Teatro (Lx.). Em vias de ser
publicado por Edições FAUP.
|
|
| |
Tese de Doutoramento em Arquitectura apresentada à Faculdade
de Arquitectura da Universidade do Porto. Prova Pública realizada
em 22 de Setembro de 2003, tendo constituído o Júri
(por ordem de intervenção): Prof. Catedrático
Nuno Portas (Pres.); Prof. Doutor Rui Vieira Nery (UE); Prof. Arq.
Bernardo Ferrão (FAUP); Prof.ª Doutora Christine Zurbach (UE);
); Prof. Doutor Joaquim Jaime Ferreira Alves (FLUP); Prof. Catedrático
Domingos Tavares (FAUP); Prof. Arq. Pedro Ramalho (FAUP); Prof. Catedrático
Alexandre Alves Costa (FAUP).
Sintese:
A Tese de Doutoramento “Teatros Portugueses de Raíz Italiana”,
investiga, recolhe, reconstitui, estuda, analiza, ordena, agrupa e
interpreta, o conjunto de teatros realizados em Portugal continental
desde os inícios do séc. XVIII até finais do
primeiro terço do séc. XX.
Não só se coligiu e repertoriou uma grande quantidade
de fontes dispersas e fragmentárias, como se encontrou, levantou,
redesenhou, reconstruiu ou reconstituiu, os desenhos de cerca de nove
dezenas de teatros hoje desaparecidos ou cujas versões originais
se desconheciam. Este exercício sustenta o subsequente processo
de estudo. A abordagem parte sempre do uso extensivo do desenho e
apoia-se permanentemente nos pressupostos disciplinares da arquitectura:
programa, forma, construção, uso…
Além da apresentação deste material, a homogeneização
de representação, a sequencialização e
ordenamento de objectos arquitectónicos de um mesmo tema e
de um período tão longo, permite estabelecer, pela primeira
vez, um quadro de referência para este inexplorado nicho.
O ordenamento é, em geral, articulado cronologicamente, mas
também por identidade morfológica, embora, por vezes,
haja excepções para para melhor esclarecer situações
específicas. Estrutura-se em quinze capítulos que se
alinham “Do Grau Zero Aos Primeiros Indícios” até
aos “Teatros Maduros, Filogenias Paralelas”, cada um dos
quais apresenta um teatro ou um agrupamento de teatros. Estes capítulos
estão articulados em cinco partes que identificam grandes divisões,
sejam elas determinadas pelos momentos de articulação
e viragem, seja pelos grupos a destacar, estruturando-se uma grelha
ordenadora.
Constatou-se uma inesperada riqueza face ao quase absoluto desconhecimento
que dominava este campo, mas verificou-se também uma relativa
pobreza quanto ao valor absoluto da maioria das obras. Observou-se,
tal como em outros temas da arquitectura portuguesa, serem as mudanças
sempre promovidas pela importação de novos modelos que
se difundem lentamente por todo o país, sucessivamente copiados
e replicados, num processo pouco qualificado que os vai progressivamente
empobrecendo, como ecos de um som original que se mantém até
ao surgimento de um novo ciclo. Porém, peculiarmente, nos períodos
mais tardios, ao invés dos modelos mais recentes tenderem a
substituir os mais arcaicos, verifica-se que todos os vários
modelos acumulados ao longo de mais de um século, desde meados
de setecentos, se vão tranquilamente reproduzindo, em paralelo
e em simultâneo, mantendo as suas próprias linhagens
genealógicas, sem tentativas de cruzamento ou de síntese,
num retrato da arquitectura —e da cultura— portuguesa.
O texto é completado com uma listagem de fontes, assim como
listagens de referência, quer de teatros quer de autores de
edifícios. |
|
| |
| |
| |
|